Tempo, Contratempos - Responsabilidade
A vida passa e por vezes em passo apressado, passa sem nos darmos conta do que vai passando do que vamos deixando para trás, passa sem sabermos o que ficou nem o que vem…
A verdade é que a vida por vezes nos vai reavivando a memória nos vai trazendo vivências e lembranças do que foi e de quem somos, nos vai trazendo a possibilidade de voltar a esse passado que um dia fomos.
Por vezes aqueles temas dos quais tanto fugimos retornam para que possamos novamente olhá-los e fechá-los, para nos relembrar quem também somos esse passado e o que dele ficou arquivado e não resolvido, para nos recordar que sé podemos ser inteiros quando tomarmos a decisão de não ser apenas essas partes luz que gostamos em nós, pois a sombra também nos pertence e também por ela somos moldados e é uma parte como outra qualquer.
Onde fica a responsabilidade em tudo isto? No que fomos assumindo e não assumindo, nas decisões tomadas mesmo quando acreditámos nada decidir, pois muitas vezes essas são as mais fáceis decisões que tomamos.
Decidir sem decidir, decidir sem escolher, decidir tentando a fuga dessa decisão apenas porque ainda queremos acreditar que é possível sermos isentos de escolher, como se essa isenção não fosse também ela uma escolha que acarretamos para a frente e para trás.
E é nestes momentos de decisões não decididas, que por vezes esses contratempos nos voltam a posicionar e a obrigar a perceber o que fomos fazendo da vida e de nós, o que fomos abandonando por medo de quem somos e do que fugimos tentando não ser.
Que responsabilidades continuamos a assumir dizendo que não assumimos, e como nos responsabilizamos pelas decisões que vamos tomando a cada momento e que nos ligam a esse fio condutor que o tempo é com as suas paragens de observação e crescimento que nem sempre desejamos.
Até quando vamos culpar o externo pelo que no interno não queremos ver?
Namasté!
Vanessa Barros Albernaz